sexta-feira, 11 de janeiro de 2008


E cá estou eu novamente.
Foi numa terrinha pequena plantada á beira do rio Guadiana, chamada Alcoutim, que passei o fim de ano.
Alcoutim é uma terra pacata, que tem aparentemente um único cidadão interessado no seu progresso turístico, o Sr. Luis, um grande bem haja para ele, que nos alimentou a todos durante a nossa estadia, apesar de ser fim de ano!
Pelo que pudemos perceber em Alcoutim não é suposto trabalhar-se no fim de ano.
Ninguém não, trabalha o Sr Luis e os seus colaboradores.

Isto pensava eu até hoje, dia em que descobri que o Sr Luis não era o único trabalhador afincado nesta época!
Recebi uma carta da GNR de Alcoutim, ainda tive esperança que fosse apenas um cartão de Boas Festas, mas não, era mesmo uma multita!

Não, não foi excesso de velocidade, nem sequer foi um excesso.

Aparentemente a zelosa GNR de Alcoutim encontrou o meu carro (o único da rua) num estacionamento de táxis!
Aprendi assim que:
1. GNR de Alcoutim trabalha, mesmo no fim de ano,
2. Alcoutim tem estacionamento para táxis
Resta saber se Alcoutim tem táxis!
Durante a nossa curta e ruidosa estadia acho que não vimos nenhum, mas...se os táxis são mesmo de Alcoutim, também não trabalham no fim de ano e assim sendo é mais que natural que os não tenha visto.

Mas mesmo com multa e tudo, valeu a pena.





.

16 comentários:

José Ruah disse...

Pois é.
Eles andem aí andem! e não perdoam.

Até pode nao haver um unico táxi num raio de 100 km, mas a praça de taxis existe para quando houverem ! e o sr. agente está lá para previnir prevaricaçoes dessas. Bem prevenir prevenir não conseguiu, mas punir.

C.M. sendo o teu o unico carro da rua e pressupondo que havia outros espaços na rua nao foi simpatico da tua parte ir logo ocupar o lugar do táxi. Ouserá que o grao na asa ja nao deu para ver e assim sendo uma multita de estacionamento sempre foi o mal menor !!!

Este teu leitor dedicado.

Anónimo disse...

INT. GETAWAY GAR (MOVING) - DAY
The Somebody screaming is Mr. Orange. He lies in the
backseat. He's been SHOT in the stomach. BLOOD covers
both him and the backseat.

MR. WHITE
Hey, just cancel that shit right
now! You're hurt. You're hurt
really fucking bad, but you ain't
dying.

MR. ORANGE
(crying)
All this blood is scaring the shit
outta me. I'm gonna die, I know
it.

MR. WHITE
Oh excuse me, I didn't realize you
had a degree in medicine. Are you
a doctor? Are you a doctor?
Answer me please, are you a
doctor?

MR. ORANGE
No, I'm not!

MR. WRITE
Ahhhh, so you admit you don't know
what you're talking about.


Uma pergunta, o carro de C.M. é preto com tecto verde? Tem luzes no tejadilho? Não? Então que haviam de fazer os GNRs? Pintá-lo de verde e pôr-lhe luzinhas no tejadilho?
Imagino facilmente a sua arrelia se assim o tivessem feito.
Rio tinto

Anónimo disse...

Pois, o pessoal que NÂO esteve em Alcoutim goza...
A minha teoria é que foi retaliação por termos obrigado umas 4 pessoas de alcoutim a trabalahr nessa época (os 2 da pousada, mais o do restaurante e o homem do café - que fechou logo no segundo dia, para não ter que nos aturar mais).
Os táxis de alcoutim devem estar guardados na garagem, para não se estragarem por falta de uso. Quando é preciso um, vai-se chamar o taxista a casa... Então, porquê uma praça de táxis?

Sininho

S. disse...

Todo o bófia é cabrão. Têm mesmo que passar nesse exame para poderem exercer. Logo, o mexilhão aguenta...
BOM ANO! Peace and love, muito ZEN e, acima de tudo, grandes sorrisos!
bjs

José Ruah disse...

Googlei

e...

Praça de Táxis de Alcoutim
Estrada Nacional 124 1 8970 Alcoutim
Tel: 281 546 212

Praça de Táxis de Martinlongo
Rua de São Sebastião 8970 Alcoutim
Tel: 281 498 210

Praça de Táxis Vaqueiros
Rua Drº. João Dias 8970 Alcoutim
Tel: 281 498 151



Lá que têm 3 praças de taxis têm !! O mais provavel é terem também taxis. Sendo Assim o Sr Agente da GNR só cumpriu com a sua obrigação.

Anónimo disse...

É por seres assim que eu te acho graça !!!!

Então diz-me lá quantas multas de estacionamento já pagaste em Lisboa?
Acho que algumas largas dezenas, seguramente...
Nunca te vi tão indignada!!!
Será que por seres alfacinha, gostas de contribuir para a autoridade lisboeta, e te revoltas quando o teu dinheiro vai para uma qualquer GNRzita de uma terra que não é a tua...isso é bairrismo,e assim nunca mais se consegue a "descentralização".
Olha que eles precisam bem mais desta receita, do que a "nossa" EMEL...vá lá contribui com um sorriso.
Mas não posso deixar de concordar contigo contigo quanto ao excesso de zelo, tradicional na nossa terra,quando se trata de aviar a multinha de estacionamento, mesmo quando o prevaricador não está a prejudicar nimguém...e o ano até está a acabar.

BOM ANO
(com menos multas)

Bjinhos
titiokrido... da outra

C.M. disse...

Caro josé

Foi sem grão e sem asa, foi mesmo uma distração, não, não foi um desafio à autoridade, nem um mal menor...
Irritou-me por ser 31 de dezembro, numa terra sem carros nem transeuntes!

rio tinto

Loved the story:) e claro que a minha arrelia (gosto mesmo da palavra)teria sido bem diferente se o meu carrito agora fosse preto e verde.

Sininho

obrigado pela solidariedade, acho que só depois de viver uns dias em Alcoutim, se aprecia a indignação pelo acontecimento

S.

Wellcome back, nice to see you're in a good mood, keep it that way:)

titiokrido(da outra)

Ainda bem que me achas graça:) claro que não gosto de pagar multas, até posso concordar que entre a EMEL e a GNR de Alcoutim...seja, a indignação foi apenas motivada pelo insólito que é ser-se multado nestas circunstâncias...

BOM 2008 para todos!

Anónimo disse...

Losses

Andrey Andreevich Miasov bought some wick from the market and went home.

On the way, Andrey Andreevich lost the wick and walked into a store to buy 500 grams of Poltav's sausage. Then, Andrey Andreevich went to a milk store and bought a bottle of kefir, drank a small glass of kvas, and stood in line to get a newspaper. The line was rather long, and Andrey Andreevich stood in line not less than twenty five minutes, but, when he just approached the newspaperman, all the newspapers were sold out.

Andrey Andreevich, after waiting a little longer, went back home, but on the way lost the kefir, so he went back to the bakery, bought a French baguette, but lost the Poltav's sausage.

Then, Andrey Andreevich went directly home, but on the way he fell down, lost the French baguette and broke his pince-nez.

Andrey Andreevich got home very angry and went straight to bed, but couldn't fall asleep, and when he finally did, he had a dream: he lost his toothbrush and used some kind of candlestick instead.
DH

Deixe-le de lérias e mande pintar o automóvel de verde e negro pastel. Se não os pode vencer é a solução, creio.

Tinto.

Anónimo disse...

Olhe lá o tinto por favor pare lá com isso que eu não percebo patavina de inglês e gostava de partilhar as histórias deste blog e assim não consigo.
Afinal a c.m. disse que o português ainda era a lingua oficial.Pronto pronto ja vimos que você sabe inglês.

BDN

Anónimo disse...

não consegue e é muito bem feito pois certamente e na idade certa, em vez de estudar andava na brincadeira.

red river

Anónimo disse...

de familias humildes os meus pais nao me puderam facultar o acesso aos "estudos".aos 11anos já trabalhava. se não pude frequentar a escola que me seja permitido pelo menos perceber as historias que se contam nos blogs.

obrigado red "wine" river
( tinto )

um abraço
BDN

Anónimo disse...

sinto-me envergonhado pelo meu comportamento elitista e pouco sensivel. Ao acusar injustamente uma inocente ex-criança que certamente só teve os primeiros sapatinhos lá para os 17 anos, e dados por tia muito amiga, que certamente o aconchegava nas noites frias. A partir de agora será tudo com tradução simultanea, creio.

rio tinto

Anónimo disse...

BDN, lembrei-me entretanto que advogado amigo, pessoa decente e séria, igualmente de origem tipo humilde, pode entretanto pôr um processo aos seus humildes pais, por exploração de trabalho infantil (11 anos?), e pela natureza das coisas, com a indemnização recebida poderá BDN frequentar o almejado curso de línguas, e se a coisa for bem gerida comprar inclusive um Fiat Punto semi-novo e ir a Madrid em turismo.

rt

Anónimo disse...

da minha infancia lembro-me bem do aconchego da tia...
nao se pode ter tudo!
uns aprendem ingles...outros sao aconchegados.
eu ca prefiro o aconchego...

um aconchego
BDN

PS:com o que poupei da venda do rebanho que herdei dos meus pais
ja comprei ha uns anitos um toyta
ascona (anda que se farta)

Anónimo disse...

ah é verdade ja me esquecia.
para a semana vou a punta cana.
fizeram-me rasgados elogios a este destino e parece que vai la muita gente do norte (porto braga guimaraes) pode ser que encontre la algum familiar ou amigo e sempre esta mais quentinho que em madrid.odeio o frio

mais um aconchego
BDN

Anónimo disse...

Lembrei-me de Fernando Ribeiro de Mello / Afrodite. Lembra-se?

RT

http://editora-afrodite.blogspot.com/2007/10/vnus-de-kazabaka-ilustraes-1.html

"O gráfico foi o arquitecto António Sena da Silva, grande amador de fotografia, que também foi o autor das ilustrações que tanto enriqueceram a edição. Nessas ilustrações, os figurantes eram: um empregado do armazém de Fernando Ribeiro de Mello e a mulher da limpeza, uma atraente morena. A caracterização e a encenação estiveram a cargo do pintor João Vieira, que se encarregou também de arranjar adereços. A cadeira foi emprestada por Natália Correia. O cenário era simplesmente um canto do armazém onde Fernando Ribeiro de Mello guardava os livros que editava.
Não assisti à sessão de fotografia nem fui eu quem seleccionou as fotos para as ilustrações, que nitidamente obedeciam a um plano, mas fui eu que escolhi as legendas, aspecto importante, uma vez que as fotos correspondem a diversos passos da narrativa que era necessário identificar correctamente.
Pelo seu estilo saborosamente ingénuo, as ilustrações incluídas nesta edição contribuíram para acentuar o carácter kitsch e transgressor da obra, tornando-se um chamariz irresistível para o público." Ana Hatherly, no prefácio da segunda edição de A Vénus de Kazabaïka, de Sacher-Masoch, (Relógio d’Água Editores, 1994)